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MANDALAS: EQUILIBRANDO O DIA A DIA


Cada dia novas descobertas, e foi em Bali, que encontramos uma loja especializada em vender mandalas produzidas no Tibet. As mandalas são feitas por monges que precisam meditar por horas a fio antes de começar a criar os milhares de detalhes que cada desenho contém. Se não bastasse todo o esforço e habilidade para fazer os traços minimalistas, as mandalas tem distintos significados, todos profundos e religiosos. As cores e formas balanceiam as energias contando histórias exemplares através da bela arte.


Imagens de Budas e Deuses Hindus também recheiam as telas que depois de vendidas são enroladas como pergaminhos para mais tarde ocupar um lugar de destaque na casa do comprador.


Mas não foi só o conteúdo material da loja que nos instigou, Ketut, o vendedor de apenas 24 anos, faz um trabalho digno de ser mencionado, pois tem com certeza um diferencial!


Isso transpareceu instantaneamente por seu largo sorriso ao nos receber na loja, Ketut não é o dono mas cuida como se fosse e se tornou tão amante da arte Tibetana que chegou a juntar os amigos criando um grupo de estudo, todos pesquisam e se reúnem para trocar informações se aprofundando no assunto.


Ketut pacientemente nos explicou nos mínimos detalhes o que cada elemento das madalas significava: cores, formas, desenhos, simbolismos, etc … bem como a finalidade de cada uma. Nos contou que algumas podem demorar mais de 3 meses para ficarem prontas.


Conversamos durante quase duas horas e percebemos que Ketut tenta alinhar a sua vida à harmonia das mandalas, acredita no equilíbrio das ações e atitudes perante a vida! Uma frase ficou em nossas mentes depois da longa conversa: “Sorria para alguém e esse alguém irá sorrir pra você”, realmente é assim que as coisas funcionam na vida… essa é uma atitude simples mas que ilustra o princípio físico da ação e reação. Falamos também do princípio oposto: raiva só traz raiva, desordem só traz o caos e assim por diante… Esse é o embasamento das mandalas e o reflexo da própria vida.


Perguntamos se ele sabia qual era sua principal motivação e sua resposta nos indicou um caminho muito interessante: buscar a perfeição em cada ato, fazer o que tiver que ser feito com excelência. Ketut nos contou o quanto aprendeu com a arte que o cerca e permitiu que ela não só fizesse parte de seu dia a dia, como lhe ensianasse alguns segredos da vida.


Acredito que Ketut esteja certo ao dizer que vale a pena levar uma vida com equilíbrio buscando melhorar a si próprio em cada ação cotidiana e o quanto isso pode nos trazer uma nova carga de motivação!


Por Danilo España



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