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BALI - A ILHA DOS DEUSES (PARTE 2)


Continuando a desvendar a Ilha dos Deuses vamos sair agora da região sul e subir pro centro, a caminho de UBUD, região conhecida por seus magnânimos campos e terraços de arroz. Essa cidade pitoresca mais parece um conglomerado artístico, são centenas de pintores, escultores, escritores, chefs gourmet, designers, estilistas, enfim… todas as artes parecem emergir do coração da Ilha. Existem balineses que falam em alto e bom tom: “Quem não conhecer UBUD não pode dizer que conheceu Bali”… em um ponto eles tem razão, o centro da Ilha pulsa diferente, parece que a cultura foi mais preservada do que na região das praias.


Tivemos tempo de subir a província parando sempre que achávamos interessante. Passamos por uma infinidade de cidadezinhas, a sensação é que elas emendam umas nas outras e revelam o verdadeiro jeito de ser desse povo alegre, amistoso e devoto. É comum no cenário dos campos de arroz vermos mulheres e homens adornados com seus sarongues multicoloridos carregando caixas pintadas de palha que servem para transportar arroz e outros alimentos. São comuns as mulheres equilibrando potes, potinhos e potões em suas cabeças atravessando grandes distâncias sem desequilibrar.


O cenário além de verde é adornado pela arquitetura balinesa: simbólica, forte, imponente, e que se faz presente em quase 100% dos lares !! Em Bali não há miséria, todos tem chance que viver com dignidade e em paz com seus Deuses e é em nome dessa espiritualidade que a arquitetura é desenhada.


As casas mesmo que simples tem um portal ornamentado simbolizando o feminino e masculino criadores da família, esse portal em geral é esculpido em pedra vulcânica, típica do solo balinês. E como foi citado no texto anterior, os altares se fazem presentes em todos os terrenos, muitas vezes as famílias levantam seus próprios templos, incrivelmente detalhados. As portas em geral são em madeira talhada… preciosas !! Esse trabalho em madeira pode se estender para janelas, móveis e objetos.


Parece que o povo balinês faz questão de fazer bem feito pois pra onde olhamos a perfeição está presente, seja na harmonia das formas, na composição das cores, no requinte dos detalhes. Parece que estão sempre em busca da perfeição divina, é como se prestassem contas a Vishnu, Bhrama e Shiva… e quanto mais empenho nas artes mais em paz com a tríplice divina.


UBUD é o palco perfeito para mais um presente à nossa alma: assistir às tradicionais Legong e Barong Dance. Essas apresentações até podem ser vistas em outros lugares da Ilha mas os grupos tradicionais estão em UBUD.


Para descrevê-las com a dignidade que merecem precisaria de mais uma imensidão de palavras e acho que mesmo assim, a comoção que nos causaram ficaria distante !!! Em especial a Legong Dance nos sensibilizou a tal ponto que o Danilo por exemplo, disse ter sido a coisa mais linda que viu na vida. O grupo Sadha Budaya Troupe, que tivemos o prazer de assistir no UBUD Palace, foi tão preciosista e incrível que mais pareciam os próprios personagens da mitologia Hindú bailando do palco, por hora esquecemos que eram bailarinos !! O som forte provocado pelos instrumentos típicos tocados ao vivo por músicos ensaiadíssimos nos embalou e ajudou a criar uma atmosfera perfeita. Com certeza nossa alma sorriu naquela noite de encanto.


A região central de Bali é viva, pulsa, reluz, faz termos a certeza de que o homem pode ir além em suas criações… divinizando-as.


Por Luah Galvão

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